ADUNEMAT se soma à luta por direitos e fortalece Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (ADUNEMAT) Seção Sindical do ANDES-SN marcou presença na Marcha da Classe Trabalhadora, realizada na quarta-feira (15), em Brasília, somando-se a diversas centrais sindicais de todo o país. A mobilização levou à capital federal uma pauta ampla em defesa de direitos, com destaque para melhores condições de trabalho para a classe trabalhadora.

Ao lado do ANDES-SN e de outras entidades, a ADUNEMAT reforçou que a luta em defesa da educação pública está diretamente vinculada à valorização das trabalhadoras e trabalhadores que sustentam, cotidianamente, o funcionamento das escolas e universidades.

A presidenta da ADUNEMAT, professora Luciene Neves, destacou a importância da unidade entre as categorias na defesa da classe trabalhadora. “Não podíamos nos furtar de estar aqui representando o nosso sindicato. Esse é um movimento forte, que reúne diversas organizações sindicais, centrais e federações, em torno de pautas comuns a toda a classe trabalhadora. Ainda que algumas não sejam específicas da nossa categoria, atuamos em solidariedade à classe trabalhadora do nosso país”, afirmou.

Durante a mobilização, a ADUNEMAT também ratificou as principais reivindicações apresentadas pelas centrais sindicais, com ênfase na luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1, medida considerada fundamental para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora.

A Marcha levou ao centro das decisões políticas do país reivindicações urgentes por dignidade, justiça social, soberania e ampliação de direitos. O documento entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne mais de 60 propostas construídas pelas entidades representativas dos trabalhadores e trabalhadoras, direcionadas aos Três Poderes da República.


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Luciene Neves também alertou para os desafios políticos na tramitação das pautas no Congresso Nacional:

“Estamos em um ano de disputas importantes. Essa articulação, junto à iniciativa do governo de encaminhar o projeto ao Congresso, fortalece a luta. Mas sabemos que o Congresso que temos não necessariamente acolherá essas propostas de forma pacífica. Há setores patronais que se colocam contra. Por isso, a mobilização é fundamental para pressionar e garantir avanços”, destacou.

Para a dirigente, a Marcha cumpre um papel estratégico na organização da classe trabalhadora. “A marcha fez seu papel. Mostrou que a classe trabalhadora está organizada e disposta a lutar. Seguiremos pressionando até a vitória”.


Basta de precarização

A Marcha da Classe Trabalhadora 2026 também foi marcada pela denúncia da precarização das relações de trabalho, intensificada após a reforma trabalhista de 2017. As entidades denunciaram o avanço de formas de contratação que retiram direitos e fragilizam a proteção social dos trabalhadores.

Convocada pela CUT e demais centrais sindicais, a Marcha reuniu milhares de trabalhadores de diferentes regiões do país. Desde as primeiras horas da manhã, caravanas chegaram a Brasília, ocupando o espaço público com diversidade, unidade e disposição de luta. Homens, mulheres, jovens e crianças marcharam rumo ao Congresso Nacional, dando visibilidade às demandas de quem, diariamente, constrói o país com seu trabalho.

Vale reforçar que o governo federal já apresentou resposta a uma das principais reivindicações. Na terça-feira (14), foi encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1, uma pauta histórica do movimento sindical.

Fonte: Assessoria ADUNEMAT