Vida, Terra e Dignidade: ADUNEMAT participa de Formação Regional rumo ao 32º Grito dos Excluídos

Sob o lema potente “Vida em Primeiro Lugar! Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a Voz: Mulheres Vivas e Soberania”, a capital mato-grossense sediou, nos últimos dias 02 e 03 de maio, o Seminário/Formação Regional do Grito dos Excluídos e Excluídas 2026. O evento, realizado no Centro de Pastoral Nova Evangelização (CENE), marcou o pontapé inicial das mobilizações que culminarão nas manifestações do dia 7 de setembro.

A ADUNEMAT S. Sindical do Andes-SN marcou presença no encontro, reafirmando seu compromisso histórico com as pautas sociais. Representando a diretoria, a vice-presidente, professora Thielide Pavanelli, destacou a necessidade urgente de levar o debate para dentro da universidade e para as ruas.

“O Grito acontece em todo o Brasil no dia 7 de setembro. Estamos nos preparando para mobilizar a nossa base, os alunos da UNEMAT e a sociedade para participar ativamente em setembro”, pontuou Thielide.

Formação para a Luta

Para o professor Dimas Santana, o seminário é uma ferramenta essencial para embasar a crítica social com dados e análise técnica. Segundo ele, o papel do sindicato não é falar pelo outro, mas caminhar ao lado.

“Nós não estamos dando a palavra aos excluídos, nós não estamos gritando pelos excluídos, nós estamos apoiando o Grito dos Excluídos. Isso faz da nossa entidade sindical uma junção de esforços com a Diocese de Cáceres e com a Regional Oeste 2, no sentido de contribuir para que a sociedade possa pensar nos seus problemas de exclusão, de preconceito, de feminicídio, das ordens da violência. A ADUNEMAT, junto com este conjunto de movimentos sociais, sindicais e pastorais, torna mais compreensível essa nossa angústia e essa luta; temos a capacidade de nos antecipar para vencer o medo, o desastre ambiental, a opressão, e cuidar das mulheres e homens que precisam de dignidade humana”, reforçou o docente.

O professor Cido, também sindicalizado, enfatizou que o conhecimento discutido no CENE precisa ecoar nos diversos campi da UNEMAT. “A programação é muito importante porque traz uma análise de conjuntura de tudo o que está acontecendo no país e no mundo. Precisamos levar isso para os territórios em termos de conscientização para que haja mais engajamento e entendimento”, afirmou.

Capitalismo e Resistência nos Territórios

A expansão predatória do capital e seus reflexos na vida da classe trabalhadora foram pontos centrais nas falas dos docentes presentes. A professora Leonice Pereira destacou o cenário de dor enfrentado pelos mais pobres e pela juventude. “O que estamos vivendo hoje, com a expansão do capitalismo cada vez mais dolorosa para o trabalhador, para o pobre e para os jovens, é preciso mudar”, alertou.

“Estamos discutindo o Grito dos Excluídos. A nossa formação é de enxergar a realidade, desde a questão mais abrangente, que é a geopolítica, até o chão da realidade do povo sofrido. Esperamos estar preparados para trazer o povo para fazer a caminhada na busca pela melhoria de vida. Queremos que os que se sentem excluídos deem o grito”, completou o professor Janio Veiga.

Rumo ao 7 de Setembro

Para o professor Gibran Lachowski, o seminário é a semente de uma mobilização capilarizada. “O objetivo é que isso desemboque em atividades de mobilização em escolas, universidades, nos bairros e nas praças, para que a sociedade participe desse tipo de luta que fortalece a nossa soberania”, explicou.

O Grito dos Excluídos e Excluídas completa 32 anos de resistência ininterrupta. Criado em 1995, o movimento mantém seu tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!”e, em 2026, foca no desafio da reconstrução do país. Isso passa obrigatoriamente pelo respeito aos territórios dos povos tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhos), garantia de moradia digna, reforma agrária, saúde, educação e segurança.

Fonte: Assessoria ADUNEMAT