RGA: Servidores se mobilizam para lotar as galerias da ALMT nesta quarta (14) e cobrar o pagamento de 19,52% das perdas salariais acumuladas

A votação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso, marcada para esta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa (ALMT), ocorre sob forte clima de mobilização do funcionalismo. Entidades sindicais, entre elas a ADUNEMAT – Seção Sindical do ANDES-SN, convocam a categoria para ocupar as galerias e pressionar os deputados a defenderem não apenas o índice de 2025, mas também o pagamento das perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que já somam 19,52%.

A mobilização foi reforçada em reunião realizada nesta terça-feira (13), em Cuiabá, convocada pela Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FEESP-MT), que reuniu cerca de 20 entidades representativas de diversas categorias do serviço público estadual para dialogar com a imprensa. O encontro também ratificou a luta unificada para pressionar o governo e a Assembleia a abrirem negociação sobre o passivo da RGA.


O projeto encaminhado pelo Executivo fixa em 4,26% o índice da RGA de 2025, percentual correspondente à inflação medida pelo IPCA. No entanto, os sindicatos denunciam que, ao longo dos últimos cinco anos, o governo Mauro Mendes deixou de repor integralmente a inflação, acumulando uma defasagem de 19,52%, conforme estudo técnico divulgado pelo DIEESE.

Para a presidenta da ADUNEMAT, Luciene Neves, o momento político é decisivo para romper o bloqueio imposto pelo governo à negociação.

“Esse diálogo que antecede a votação é fundamental. Nós precisamos unificar os servidores públicos e construir pressão para abrir uma mesa de negociação sobre os passivos da RGA. Estamos em um ano eleitoral e, se existe alguma possibilidade de avanço, é agora”, afirmou.

Luciene destacou ainda que as entidades já definiram novas reuniões para avaliar o impacto da votação e organizar os próximos passos da mobilização.

A presidenta da FEESP-MT, Carmem Machado, afirmou que não há impedimento fiscal para o pagamento das perdas acumuladas.

“Se o governo pagasse a RGA integralmente, ainda estaria longe do limite prudencial e do limite de alerta. Não existe justificativa para não pagar. Nós queremos diálogo, não confronto. Inclusive estamos dispostos a discutir o parcelamento desse passivo, mas o governo precisa sentar à mesa”, disse.

Segundo Carmem, a defasagem salarial tem agravado o endividamento dos servidores, especialmente por meio de empréstimos consignados, comprometendo a qualidade de vida das famílias e a valorização do serviço público.

Para o tesoureiro-geral da ADUNEMAT, professor Domingos Sávio, o movimento sindical precisa combinar negociação com mobilização crescente.

“O diálogo é fundamental, mas ele precisa vir acompanhado de pressão. Se o governo continuar se recusando a negociar os passivos, vamos construir uma escalada de mobilização. Isso precisa ser feito de forma organizada, com participação da base”, afirmou.

A votação da RGA acontece nesta quarta-feira (14), às 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A diretoria da ADUNEMAT reforça a convocação para que docentes e demais servidores participem presencialmente nas galerias e também acompanhem a sessão pela transmissão ao vivo no YouTube da ALMT.

Fonte: Assessoria ADUNEMAT